terça-feira, 5 de junho de 2018

Albano da Rocha Pato

ALBANO DA ROCHA PATO, nascido em S. João da Azenha, Avelãs de Caminho, no dia 25 de Setembro de 1923 começou a sua vida profissional como funcionário do Turismo da Curia, onde conheceu Manuel Pinto de Azevedo, proprietário do Jornal "O Primeiro de Janeiro" que o convida a ser o responsável pela parte redatorial do Jornal na cidade de Coimbra.

Rocha Pato instala-se em Coimbra no ano de 1945. Casado e com um filho (Rui Melo Pato que nasce a 5 de Junho de 1946), mantém-se como repórter do Primeiro de Janeiro em Coimbra até meados dos anos 60. Foi convidado a abrir e dirigir a delegação em Coimbra do Diário Popular e correspondente do Jornal O Século (1943), República, Jornal do Comércio, o Ponney... Paralelamente cria a primeira revista sobre vinhos, a revista "Vinhos de Portugal" que teve uma regularidade na publicação durante alguns anos. Premiado em muitos concursos de fotografia, deixou uma vasta obra, trazida agora "à luz" pelo seu filho Rui.

Foi Rocha Pato que tratou de tudo, editora, estúdio, capa, etc, para os três primeiros discos de Baladas de José Afonso.

Para além do apoio constante dado a Zeca nas "coisas novas" que este levava para ouvirem no Café Brasileira, Rocha Pato, que perante o pedido de uma viola, levou Zeca a sua casa onde se encontrava o filho Rui Pato (que tocava viola clássica) que, até aos dias de hoje, temos o privilégio de os ouvir nos discos gravados por estes dois grandes intérpretes.

Podemos ver essas capas dos três primeiros discos e também de outros que saíram posteriormente, para além de outras fotos tiradas por Rocha Pato.

Em 1967, depois de Zeca ter regressado de Moçambique (Setembro), Rocha Pato contactou Arnaldo Trindade, da Orfeu, para gravação do disco "Cantares do Andarilho", ligação essa que só iria terminar em 1981.

fontes:

http://guitarradecoimbra4.blogspot.com/2015/04/nos-33-anos-do-falecimento-de-rocha.html

Rui Pato

Fotos retirado do meu acervo discográfico, da net e do FB de Rui Pato.

foto de 1959/1960

disco de 1962 e contracapa de apoio à afirmação e legitimação da Nova Balada de Coimbra.

disco de 1963 e fotos tiradas antes e durante a gravação do disco.

1964 - 1ª edição censurada. Esta foto está como sendo de Varela Pécurto, mas por outra foto vista deste momento atribuída a Rocha Pato (ver foto seguinte), tudo indica que é mesmo Rocha Pato o autor.

1969 - foto de 1963, colocada na reedição do EP de 1964 que saiu em 1969.
A viola é do Rui Pato.


2ª edição, 1967 do LP Baladas e Canções. Na AJA está como a foto tivesses sida tirada por Varela Pécurto, mas como podemos observar na contracapa está lá bem referenciado que a foto é de Rocha Pato.

1966 - Foto colocada no livro "Cantares de José Afonso"
Neste ano Zeca estava em Moçambique, por isso a foto será anterior. Talvez de 1964.


1969-Em casa de Rocha Pato com a cadelita Cuíca e com Zélia


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Concerto no Pavilhão dos Desportos

04 de Abril de 1970

Concerto no Pavilhão dos Desportos

José Afonso a entrar no Pavilhão. A conversar (parece ser com a Zélia. Verificar que a mesma tem a edição proibida do “Cantares”, edição SCIP - AA EE de Lisboa - 1969).

Com Carlos Paredes, Adriano Correia de Oliveira, Fonseca e Costa e...

quinta-feira, 10 de maio de 2018

“A Excepção e a Regra”

“A Excepção e a Regra”

"Em dada altura, uns tantos devotos saudosistas empreende­ram comemorar, ali nos limites do mangal africano, um feito académico celebrado em Coimbra sob a designação de “Tomada da Bastilha”. Ao tempo em que o grupo teatral da cidade (Beira - Moçambique) se preparava para levar à cena “A Excepção e a Regra”, do Bertolt Brecht. Zeca encarregou-se de criar para a peça umas tantas canções destinadas a assegurar o necessário distanciamento brechtia­no da representação dramática. Duas delas vieram a ser incluídas, como se sabe, em discos mais tardios, “Eu Vou Ser Como a Toupeira” e o “Coro Dos Tribunais”. E ele mesmo ensaiou este último, tarefa que se verificou não ser menor, nem menos perseverante, do que a do acto de criação pro­priamente dito."

João Afonso dos Santos (irmão)

fotos do ensaio da peça