terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Luís Arriaga

Depoimento de Luís Arriaga (cantor, pertencia à mesma editora discográfica - Orfeu - de Zeca Afonso)

"Zeca era um homem profunda e sinceramente humilde e muito humano. Era um cantor muito inseguro sempre dependente dos comentários de duas ou três pessoas influentes, a mulher Zélia e os amigos músicos Fausto e Júlio Pereira.

Era uma pessoa extremamente exigente com determinadas condições externas das quais hipoteticamente dependia a sua condição como intérprete, designadamente o grau de humidade.

Estivessem envolvidas muitas ou poucas pessoas para as gravações, o Zeca interrompia se se apercebesse que o grau de humidade ultrapassava os 90%. Mesmo que só faltasse gravar um tema, ele interrompia e regressava a Setúbal, onde vivia, e deixava penduradas as pessoas todas.

O trabalho prosseguiria noutro dia ou na semana seguinte e não queria saber das conveniências ou inconveniências entretanto provocadas. Eu vi adiadas algumas sessões de gravação minhas, exactamente por causa desta sua característica".

daqui: http://www.ondapop.pt/nordm86.html

fotos: Zeca em estúdio

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

3º Congresso da Oposição Democrática

7 de abril de 1973

Zeca Afonso e José Jorge Letria no 3º Congresso da Oposição Democrática em Aveiro.

Foi a primeira vez que Zeca cantou "O QUE FAZ FALTA", ainda com um papelinho rascunhado... (informação de Joaquim Paleta)

Recorte do jornal República enviado por Joaquim Paleta (encontra-se atrás dos cantores)

sábado, 13 de janeiro de 2018

Círculo Mercantil de Santiago de Compostela

Evento realizado no Círculo Mercantil de Santiago de Compostela* em 1973.

* O meu agradecimento a Iria Méndez por ter identificado o local

Podemos ver para além do Zeca, o Benedicto, Manuel Freire e José Jorge Letria.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Praza da Quintana em Santiago de Compostela

Zeca com Francisco Fanhais, José Jorge Letria e Benedicto na Praza da Quintana* em Santiago de Compostela. Ano 1973.

* O meu agradecimento a Iria Méndez pela identificação do local.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Círculo Cultural de Setúbal

Círculo Cultural de Setúbal em ano omisso.

Uma delas está em várias biografias como sendo Zeca professor. Não é. São todas do mesmo local e do mesmo momento.

A senhora que aparece em primeiro plano, Maria Emília Dimas, é a esposa de Dimas Pereira (já falecido) que acompanhou em acordeão Zeca no single “Viva o poder popular” (1975) e no LP “Enquanto há força” (1978).


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Serenata

"O Carlos quis pagar os favores amorosos de uma moça de Lisboa, desinibida, que passava uns dias em Coimbra (...) hospedava-se numa casa isolada, duma pequena quinta, para as bandas da Arregaça.

O Zeca Afonso foi o único cantor disponível. Tocadores o próprio dom juan, o Abreu Lima, que estreava uma guitarra nova e, à viola, o Mário Barroso.(...) Numa janela (da quinta), bruxuleava uma vela... Não podia haver cenário mais propício.

Nessa noite, o Zeca excedeu-se: Aquela Moça da Aldeia, o Sol Anda lá no Céu, Solitário, Incerteza, Mar Largo, ... todos os fados que habitualmente cantava, por quadrarem bem à sua voz. Foram momentos irrepetíveis! Naquele cenário mágico, de luminoso silêncio, o seu cantar inspirado atingiu uma interioridade que só mais tarde, nas baladas com o Rui Pato, lhe voltaria a encontrar"

António dos Santos e Silva in "Zeca Afonso, antes do mito"

foto antiga de uma Serenata

sábado, 2 de dezembro de 2017

Avenida de Angola

"Sem sentimentalismos, sem rodeios, como o Sr. José Afonso era. O Zeca, o nosso Zeca, porque faz parte do imaginário contestatário, do gira-discos, do canto amigo. O Zeca foi e será sempre um exemplo de simplicidade, de convicção (mesmo quando dizia que nem sequer gostava de cantar!). É assim o amigo da minha adolescência, o amigo do meu canto, da minha busca pessoal.

Não trazemos nada de novo, vimos apenas lembrar. Até logo, companheiro! "

Cristina Branco