Regina Gaspar - Pesquisa e texto da Gazeta das Caldas
Foto: Zeca no Hospital Termal das Caldas
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Ano 1983 - Cronologia das atuações
29 de janeiro - Coliseu de Lisboa
Bilhete do espetáculo
5 de fevereiro - Caldas da Rainha
25 de maio - Coliseu do Porto
A pedido de Zeca Afonso, todos os bilhetes do último concerto no Coliseu do Porto em 25 de maio de 1983 tiveram um único preço, 500 escudos.
P.S. - A data da MC que acompanha o ingresso está errada. É 1983 e não 1985 como lá consta.
Bilhete do espetáculo
5 de fevereiro - Caldas da Rainha
25 de maio - Coliseu do Porto
A pedido de Zeca Afonso, todos os bilhetes do último concerto no Coliseu do Porto em 25 de maio de 1983 tiveram um único preço, 500 escudos.
P.S. - A data da MC que acompanha o ingresso está errada. É 1983 e não 1985 como lá consta.
26 de maio - Coimbra
1 de junho - Beja
Festa de Amizade com Zeca Afonso - 5 de fevereiro de 1983
O meu sincero agradecimento a Fernando Manuel e a Carlos Salomé, pelo envio das fotos e folheto da participação do Zeca, na Festa da Amizade no dia 5 de fevereiro de 1983 nas Caldas da Rainha.
... e aos testemunhos de quem lá esteve
"[...] Depois de estar nas Caldas da Rainha, novamente num espectáculo com José Afonso, a 5 de Fevereiro, numa homenagem que lhe prestaram, em que também actuou Armando Marta com a sua peça "Grândola de novo"..."
de Octávio Sérgio - guitarrista que colaborou com o Zeca
Daqui
comentário de Fernando Manuel no meu FB "Tributo a Zeca Afonso"
"[...] na verdade o dia 29 (dia que foi escolhido para o Concerto no Coliseu em Lisboa) era para ser nas Caldas da Rainha, mas a "Era Nova" (Cooperativa de Acção Cultural (1978)) entendeu que seria melhor ser primeiro em Lisboa, o Zeca falou connosco, e mudamos o dia para 5 de fevereiro, fomos ao coliseu dia 29 e depois fizemos nas Caldas que devo dizer que todos os artistas se disponibilizaram a vir actuar gratuitamente em prol do Zeca"
comentário de José Carlos Faria (e seguintes no FB "Os Amigos de José Afonso") do grupo "Charanga" que atuaram nessa festa
"Eu integrava o grupo Charanga (que tinha acabado de gravar um LP e consta do cartaz aqui publicado) e posso confirmar que o Zeca actuou, sim, inclusivamente com alguns de nós a acompanhá-lo em palco. [...] a primeira parte foi uma demonstração de judo e karaté (porque o Zeca tinha sido judoca), mas depois foi música e poesia e aí, repito, ele actuou. Inclusivamente há pouco tempo foi descoberta num arquivo esquecido uma gravação audio do espectáculo.
...
"O Júlio Pereira foi o músico principal no acompanhamento do Zeca em palco, mas também o Sérginho, na flauta, que tinha estado pouco tempo antes no Coliseu. Já não me recordo se o Durval Moreirinhas e o Octávio Sérgio também o acompanharam (creio que sim) mas a gravação confirmará o alinhamento.
de Jorge Francisco:
"Posso voltar a confirmar que o Zeca ACTOU. Eu estive mesmo junto ao palco com um grupo de amigos das Caldas."
comentário de Regina Gaspar
"Cantou e muito...eu estava lá bem o vi e ouvi.....notava-se nele muita dificuldade sim. Mas cantou."
"... até me recordo de lá se comentar da dificuldade que ele tinha em utilizar os instrumentos de percussão e já não sei quem mas alguém teve que o ajudar....foi muito comovente.[...} Acrescento que o concerto terminou com a actuação dele."
de José Peixoto Henriques:
"Eu estive lá, ainda tenho o autocolante que diz "Festa da amizade, cantar Abril em Fevereiro". Quem foi ao palco saudar o Zeca foi a Natália Correia..."
O folheto do evento
autocolante da Festa
A Festa da Amizade na Gazeta das Caldas - Recolha de Regina Gaspar (para aumentar, clicar na imagem)
Pela libertação dos presos políticos - 17 de junho de 1982
Sessão de Canto na Escola Comercial das Caldas da Rainha.
Com Zeca Afonso, Francisco Fanhais, Júlio Pereira, o guitarrista Octávio Sérgio e filho, o escritor Nuno Bragança e o poeta Manuel Alegre.
O meu agradecimento ao Fernando Manuel pelas fotos e por dar a conhecer este evento e à Regina Gaspar pela recolha junto à Gazeta das Caldas do texto dessa Sessão.
De Octávio Sérgio sobre esta Sessão de Canto
"No dia 17 de Junho fui às Caldas da Raínha com José Afonso em apoio dos grevistas da fome do PRP. Toquei "Nas Linhas de Torres" e "Dor na planície". O Zeca cantou quatro fados e, seguidamente, eu e o meu filho António Sérgio acompanhámos Júlio Pereira em dois números de cavaquinho."
fotos: José Nascimento
(para aumentar, clicar na imagem)
Com Zeca Afonso, Francisco Fanhais, Júlio Pereira, o guitarrista Octávio Sérgio e filho, o escritor Nuno Bragança e o poeta Manuel Alegre.
O meu agradecimento ao Fernando Manuel pelas fotos e por dar a conhecer este evento e à Regina Gaspar pela recolha junto à Gazeta das Caldas do texto dessa Sessão.
De Octávio Sérgio sobre esta Sessão de Canto
"No dia 17 de Junho fui às Caldas da Raínha com José Afonso em apoio dos grevistas da fome do PRP. Toquei "Nas Linhas de Torres" e "Dor na planície". O Zeca cantou quatro fados e, seguidamente, eu e o meu filho António Sérgio acompanhámos Júlio Pereira em dois números de cavaquinho."
fotos: José Nascimento
(para aumentar, clicar na imagem)
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Festival ‘Pela Vida e Contra o Nuclear’ - 21 janeiro de 1978
Espectáculo contra a instalação da central nuclear em Ferrel - Peniche
com Zeca Afonso, Vitorino, Pedro Barroso, Fausto e Sérgio Godinho
Fotos tiradas na porta traseira da Casa da Cultura virada para o parque D.Carlos em Caldas da Rainha (informação de Fernando Manuel)
Presentes também nesta foto; Pintinhas, Manel do Asilo e Carlos Salome Vieira, identificados por Samuel Marques
Este Festival na Imprensa:
"Em Janeiro de 1978, nas Caldas da Rainha e em Ferrel, realizou--se o Festival ‘Pela Vida e Contra o Nuclear’, que reuniu três mil pessoas em debates, espectáculos e outras actividades, nos quais participaram Zeca Afonso, Vitorino, Pedro Barroso, Fausto e Sérgio Godinho."
com Zeca Afonso, Vitorino, Pedro Barroso, Fausto e Sérgio Godinho
Fotos tiradas na porta traseira da Casa da Cultura virada para o parque D.Carlos em Caldas da Rainha (informação de Fernando Manuel)
Presentes também nesta foto; Pintinhas, Manel do Asilo e Carlos Salome Vieira, identificados por Samuel Marques
Este Festival na Imprensa:
"Em Janeiro de 1978, nas Caldas da Rainha e em Ferrel, realizou--se o Festival ‘Pela Vida e Contra o Nuclear’, que reuniu três mil pessoas em debates, espectáculos e outras actividades, nos quais participaram Zeca Afonso, Vitorino, Pedro Barroso, Fausto e Sérgio Godinho."
Daqui
Na Gazeta das Caldas (para aumentar, clicar na imagem)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
"Baladas e Canções"
Primeiro disco de 33 rpm gravado por José Afonso em 1964.
LP da coleção de Rui Pato.
TEXTO NA CONTRACAPA
"A Nova Balada de Coimbra! As novas Baladas de Coimbra! Foi isto que José Afonso criou, renovando uma das mais belas melodias da canção portuguesa, trazendo-a para o nosso tempo. Sem perder a feição trovadoresca, que fala das noites de luar ou de sombras da meiga cidade do Mondego, José Afonso, melhor, o Dr. José Afonso, que foi seu universitário, acrescentou-lhe uma actualidade que faz redobrar de emoção, de compreensão, de vivência, enfim. Estas baladas são cantos de amor, de sofrimento, de solidariedade e de esperança, tanto mais poemas que consonâncias, tanto mais harmonias que estrofes, que a viola do estudante Rui Pato acompanha, acentuando os ecos ancestrais e presentes, como transformada num cinzel, para lhe cavar sons que são chamamentos, vozes ressurgidas, clamores e pregões de uma vida nova, cantando intensamente as suas queixas e as suas expectativas. Neste jornadear o novo trovador vai enchendo de acordes ignorados e maravilhosos a paisagem da balada coimbrã, numa palavra, o panorama da canção lusitana."
Assinado por Adriano Peixoto, jornalista e intelectual, representante da Delegação do Diário de Notícias em Coimbra.
LP da coleção de Rui Pato.
TEXTO NA CONTRACAPA
"A Nova Balada de Coimbra! As novas Baladas de Coimbra! Foi isto que José Afonso criou, renovando uma das mais belas melodias da canção portuguesa, trazendo-a para o nosso tempo. Sem perder a feição trovadoresca, que fala das noites de luar ou de sombras da meiga cidade do Mondego, José Afonso, melhor, o Dr. José Afonso, que foi seu universitário, acrescentou-lhe uma actualidade que faz redobrar de emoção, de compreensão, de vivência, enfim. Estas baladas são cantos de amor, de sofrimento, de solidariedade e de esperança, tanto mais poemas que consonâncias, tanto mais harmonias que estrofes, que a viola do estudante Rui Pato acompanha, acentuando os ecos ancestrais e presentes, como transformada num cinzel, para lhe cavar sons que são chamamentos, vozes ressurgidas, clamores e pregões de uma vida nova, cantando intensamente as suas queixas e as suas expectativas. Neste jornadear o novo trovador vai enchendo de acordes ignorados e maravilhosos a paisagem da balada coimbrã, numa palavra, o panorama da canção lusitana."
Assinado por Adriano Peixoto, jornalista e intelectual, representante da Delegação do Diário de Notícias em Coimbra.
Daqui
O álbum
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Zeca em Coimbra - 26 maio de 1983
O último concerto do Zeca foi o que se realizou no dia 25 de Maio de 1983 na cidade do Porto, organizado por Avelino Tavares, promotor musical da revista “MC” Mundo da Canção. Pena foi que este concerto não tivesse direito a filmagem ou simplesmente a um registo sonoro.
No dia seguinte ao concerto Zeca Afonso e sua mulher Zélia seguem de comboio para Coimbra, para este receber a medalha de honra da cidade.
O autor da proposta de atribuição da medalha de ouro da cidade ao cantor José Afonso, foi António Portugal e aceite por unanimidade pela Assembleia Municipal de Coimbra.
Entre guitarras de fado e estudantes de Coimbra, no dia 26 de Maio no Jardim da Sereia, Zeca agradece a homenagem e o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Fernando Luís Mendes Silva, no final da sua intervenção diz o seguinte:
“A cidade de Coimbra, a tua cidade, em momento de gratidão bem alto, concedeu-te a medalha de ouro com que distingue os seus vultos mais ilustres.
Bem a mereceste, pois fazes parte da sua história por direito próprio.
Perdoa o meu orgulho e o meu desvanecimento, mas nem imaginas a felicidade que vai em mim.
Obrigado Zeca
Volta sempre. A casa é tua”.
Não quero converter-me numa instituição, embora me sinta muito comovido e grato pela homenagem, respondeu José Afonso.
Desta última aparição em público, e à revelia do autor, é publicado pelo Foto Sonoro o maxi-single “Zeca em Coimbra”, disco raro e que por vezes nem consta de algumas discografias da obra do autor.
Daqui
Este disco “Zeca em Coimbra”, conta com a participação dos cantores Luís Marinho (Traz Outro Amigo Também), António Bernardino (Tenho Barcos, Tenho Remos), dos guitarristas António Portugal, António Brojo e dos violas Aurélio Reis, Luís Filipe e Rui Pato. “Saudades de Coimbra” cantada pelo Zeca Afonso que está no disco, não é o original desse evento. (ver tema A Fraude).
Vídeo sonoro dessa homenagem
(contracapa)
Pequeno excerto da intervenção de Zeca em Coimbra
Foto: Zeca atuando
O vinil e um outro pequeno apontamento sobre este single cujo lançamento não foi do agrado do Zeca.
VINIL - SLEEVE (EX / EX). Edição original da Fotossonoro. Registo muito raro.
Editado à revelia do autor, ''Zeca em Coimbra'' tornou-se com o decorrer dos anos um dos discos mais procurados deste cantautor de culto da música portuguesa. É também o último registo gravado ao vivo e em vida do autor, depois do ''Ao vivo no Coliseu'' em Janeiro de 1983. Tem a particularidade de ser uma Maxi de 12'', em 45 rpm e com a participação dos cantores Luís Marinho, António Bernardino, dos guitarristas António Portugal, António Brojo e dos violas Aurélio Reis, Luís Filipe e Rui Pato.
A1. Traz Outro Amigo Também
A2. Tenho Barcos Tenho Remos
B1. Dueto Concertante
B2. Saudades de Coimbra
Daqui
No dia seguinte ao concerto Zeca Afonso e sua mulher Zélia seguem de comboio para Coimbra, para este receber a medalha de honra da cidade.
O autor da proposta de atribuição da medalha de ouro da cidade ao cantor José Afonso, foi António Portugal e aceite por unanimidade pela Assembleia Municipal de Coimbra.
Entre guitarras de fado e estudantes de Coimbra, no dia 26 de Maio no Jardim da Sereia, Zeca agradece a homenagem e o Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Fernando Luís Mendes Silva, no final da sua intervenção diz o seguinte:
“A cidade de Coimbra, a tua cidade, em momento de gratidão bem alto, concedeu-te a medalha de ouro com que distingue os seus vultos mais ilustres.
Bem a mereceste, pois fazes parte da sua história por direito próprio.
Perdoa o meu orgulho e o meu desvanecimento, mas nem imaginas a felicidade que vai em mim.
Obrigado Zeca
Volta sempre. A casa é tua”.
Não quero converter-me numa instituição, embora me sinta muito comovido e grato pela homenagem, respondeu José Afonso.
Desta última aparição em público, e à revelia do autor, é publicado pelo Foto Sonoro o maxi-single “Zeca em Coimbra”, disco raro e que por vezes nem consta de algumas discografias da obra do autor.
Daqui
Este disco “Zeca em Coimbra”, conta com a participação dos cantores Luís Marinho (Traz Outro Amigo Também), António Bernardino (Tenho Barcos, Tenho Remos), dos guitarristas António Portugal, António Brojo e dos violas Aurélio Reis, Luís Filipe e Rui Pato. “Saudades de Coimbra” cantada pelo Zeca Afonso que está no disco, não é o original desse evento. (ver tema A Fraude).
Vídeo sonoro dessa homenagem
(contracapa)
Pequeno excerto da intervenção de Zeca em Coimbra
Foto: Zeca atuando
O vinil e um outro pequeno apontamento sobre este single cujo lançamento não foi do agrado do Zeca.
VINIL - SLEEVE (EX / EX). Edição original da Fotossonoro. Registo muito raro.
Editado à revelia do autor, ''Zeca em Coimbra'' tornou-se com o decorrer dos anos um dos discos mais procurados deste cantautor de culto da música portuguesa. É também o último registo gravado ao vivo e em vida do autor, depois do ''Ao vivo no Coliseu'' em Janeiro de 1983. Tem a particularidade de ser uma Maxi de 12'', em 45 rpm e com a participação dos cantores Luís Marinho, António Bernardino, dos guitarristas António Portugal, António Brojo e dos violas Aurélio Reis, Luís Filipe e Rui Pato.
A1. Traz Outro Amigo Também
A2. Tenho Barcos Tenho Remos
B1. Dueto Concertante
B2. Saudades de Coimbra
Daqui
Recortes do Diário de Coimbra (acervo Rui Pato)
do dia da Homenagem
do dia 28
de Isabel Torga dois documentos inéditos sobre o evento
O cartaz refere como local da homenagem o Teatro Gil Vicente, mas devido à grande adesão popular, foi alterado no próprio dia, para o Jardim da Sereia.
Neste evento participaram, entre outros grupos o GEFAC ( Grupo Etnográfico e Folclórico da Academia de Coimbra), o Orfeon Académico e vários interpretes da canção de Coimbra e outro amigos do Zeca...
(informação de João Branco Castelo Branco)
Fotos cedidas por Angélica que pertencia que pertencia ao Orfeon tal como João Branco Castelo Branco
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