domingo, 14 de agosto de 2016
sábado, 13 de agosto de 2016
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
"Milho Verde"
Para quem tiver este registo em DVD agradecia o contacto.
"A edição do DVD, quase pronta, reunirá, segundo a editora que a preparou (a Costa do Castelo), mais uma hora de extras à gravação do concerto tal como foi difundido pela RTP, também com 60 minutos (terá sido impossível uma remontagem, para ampliação, do material original). Serão sete extras, no total, todos dos arquivos da RTP: uma participação do cantor no programa Lugar de Exílio, em Maio de 1980, onde fala, da sua vida e carreira, e canta, acompanhando-se à viola (a gravação é a cores); uma espécie de teledisco gravado numa quinta de Azeitão, 1981, com a canção "Saudades de Coimbra"; imagens do 25 de Abril com "Grândola Vila Morena" em fundo; e vários registos a preto e branco, dele a cantar: "Os vampiros"; "Menino do bairro negro" na série Coimbra Musical, em 1978; "Os fantoches de Kissinger", na série Pifelin, 1975; "Milho Verde", num dueto com o cantor francês Georges Moustaki, 1975; e um registo do I Encontro Livre da Canção Portuguesa, no Palácio de Cristal do Porto, logo a seguir ao 25 de Abril (na noite de a 3 de Maio de 1974), ele e outros cantores a entoarem juntos "Venham mais cinco". "
daqui:
https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/zeca-afonso-nasceu-ha-75-anos-1200369
Zeca Afonso com Georges Moustaki nos anos 70.
"A edição do DVD, quase pronta, reunirá, segundo a editora que a preparou (a Costa do Castelo), mais uma hora de extras à gravação do concerto tal como foi difundido pela RTP, também com 60 minutos (terá sido impossível uma remontagem, para ampliação, do material original). Serão sete extras, no total, todos dos arquivos da RTP: uma participação do cantor no programa Lugar de Exílio, em Maio de 1980, onde fala, da sua vida e carreira, e canta, acompanhando-se à viola (a gravação é a cores); uma espécie de teledisco gravado numa quinta de Azeitão, 1981, com a canção "Saudades de Coimbra"; imagens do 25 de Abril com "Grândola Vila Morena" em fundo; e vários registos a preto e branco, dele a cantar: "Os vampiros"; "Menino do bairro negro" na série Coimbra Musical, em 1978; "Os fantoches de Kissinger", na série Pifelin, 1975; "Milho Verde", num dueto com o cantor francês Georges Moustaki, 1975; e um registo do I Encontro Livre da Canção Portuguesa, no Palácio de Cristal do Porto, logo a seguir ao 25 de Abril (na noite de a 3 de Maio de 1974), ele e outros cantores a entoarem juntos "Venham mais cinco". "
daqui:
https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/zeca-afonso-nasceu-ha-75-anos-1200369
Zeca Afonso com Georges Moustaki nos anos 70.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
87 anos
«Dores, felicito-te pela relativa facilidade do parto e por teres presenteado teu marido com um varão que cumpre lhe prolongue o nome. Remeto-te 200$00 para comprares dez galinhas. Crescendo alguma coisa, compra-lhe um carapuço.» (1)
Assim rezava a missiva enviada pelo inspetor Cerqueira (pai da mãe do Zeca) aquando do nascimento não de Zeca mas sim do irmão João ocorrido em 1927.
Zeca não teria a mesma sorte de ter pelo menos um carapuço quando nasce a 2 de agosto de 1929, quase dois anos depois do irmão João, pois o avô Cerqueira iria falecer sem ter visto o nascimento do novo neto.
Zeca nasceria na Freguesia de Glória, em Aveiro, na "parte da cidade voltada para o realismo e para o mar", no piso superior do que foi a escola infantil, por essa altura a cargo da mãe (Maria das Dores Dantas Cerqueira) directora da escola. Essa casa já não existe.
Hoje, se Zeca fosse vivo, faria 87 anos.
Parabéns Zeca estejas onde estiveres.
(1) - "Um Olhar Fraterno" de João Afonso dos Santos
Assim rezava a missiva enviada pelo inspetor Cerqueira (pai da mãe do Zeca) aquando do nascimento não de Zeca mas sim do irmão João ocorrido em 1927.
Zeca não teria a mesma sorte de ter pelo menos um carapuço quando nasce a 2 de agosto de 1929, quase dois anos depois do irmão João, pois o avô Cerqueira iria falecer sem ter visto o nascimento do novo neto.
Zeca nasceria na Freguesia de Glória, em Aveiro, na "parte da cidade voltada para o realismo e para o mar", no piso superior do que foi a escola infantil, por essa altura a cargo da mãe (Maria das Dores Dantas Cerqueira) directora da escola. Essa casa já não existe.
Hoje, se Zeca fosse vivo, faria 87 anos.
Parabéns Zeca estejas onde estiveres.
(1) - "Um Olhar Fraterno" de João Afonso dos Santos
segunda-feira, 18 de julho de 2016
"Fado Excursionista"
"Fado Excursionista" do LP "Um Homem No País" - 1983
Fado interpretado por Carlos do Carmo e musicado por José Afonso.
Fado interpretado por Carlos do Carmo e musicado por José Afonso.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Viva o Poder Popular
Disco original editado pela LUAR em 1975, "Viva o Poder Popular" é, claramente, um manifesto cantado em defesa de ideais de soberania popular: “Dêm as pipas ao povo só ele as sabe guardar”; de união e de revolução, “Não tenhas medo da morte que daqui ninguém arreda”; e, também, de crítica aos “barões de vida boa”, aos “caciques” e aos “bufos”, à palavra socialismo que “de colarinho à sueca” anda “sempre muito aperaltada”. (1)
"Viva o Poder Popular" foi regravado no LP "Enquanto Há Força" (1978) com uma nova "roupagem" musical.
«Foi na cidade do Sado», lado B deste disco, fez parte da 2ª edição do álbum «República» gravado em Roma (a 1ª edição foi gravada em 30 de Setembro e 1 de Outubro de 1975), substituindo o tema "Foi no Sábado Passado".
«Foi na cidade do Sado» descreve os incidentes ocorridos em Setúbal a 7 de Março de 1975, durante um comício do PPD, e dos quais resultaram um morto. «E o PPD era a CIA», diz a certa altura.
Este disco tem como acordeonista Dimas Pereira (já falecido), militante comunista, facto que não o impediu de gravar esta edição da LUAR.
Disse em 2007 Dimas Pereira:
"A minha coroa de glória foi ter gravado com o Zeca"
(1) - AJA
"Viva o Poder Popular" foi regravado no LP "Enquanto Há Força" (1978) com uma nova "roupagem" musical.
«Foi na cidade do Sado», lado B deste disco, fez parte da 2ª edição do álbum «República» gravado em Roma (a 1ª edição foi gravada em 30 de Setembro e 1 de Outubro de 1975), substituindo o tema "Foi no Sábado Passado".
«Foi na cidade do Sado» descreve os incidentes ocorridos em Setúbal a 7 de Março de 1975, durante um comício do PPD, e dos quais resultaram um morto. «E o PPD era a CIA», diz a certa altura.
Este disco tem como acordeonista Dimas Pereira (já falecido), militante comunista, facto que não o impediu de gravar esta edição da LUAR.
Disse em 2007 Dimas Pereira:
"A minha coroa de glória foi ter gravado com o Zeca"
(1) - AJA
segunda-feira, 27 de junho de 2016
O Andarilho...
Desço a escadaria. Tinha em vista comprar uma coisa para oferecer. A distância do local pretendido não era muita e iria a pé. Chegado ao local verifico que o procurava não havia... Mas sabia que havia uma outra coisa que queria encontrar... um mural com a cara do Zeca e algo mais que não me lembrava o que era. Sabia da existência mas não sabia ao certo onde... e comecei a andar ao acaso.
Vou atravessando a cidade. Vejo o Mercado Municipal e pensava ser ali. Procuro nos muros recentemente caiados e nem vestígios de Zeca.
Continuo. Rua após rua, vão ficando para trás. Vejo a Câmara e nada. Mais quilómetros percorridos, o calor aperta e começo a ficar cansado e desanimado. Chego à zona ribeirinha. Atravessara a cidade de um extremo ao outro. Olho em redor e noto as torres de iluminação de um estádio de futebol. Vou até lá, seria a última tentativa.
Perto de um jardim, reformados vão jogando à malha. Aproximo para os ver. Olho para os muros circundantes... E ali estava o "Zeca".
Ao lado do rosto do Zeca, a letra de "Grândola, Vila Morena", com a particularidade de estar lá a primeira versão enviada a José da Conceição, que a leu publicamente na «Música Velha» na noite de 24 de Maio de 1964, acrescentada com a quadra que substituiu uma das quadras originais.
Deambulo por ali e reparo na placa toponímica encimada num prédio já um pouco distante do local do mural, Avenida Zeca Afonso.
"À sombra não me quito
À sombra não me calo
Antes andar a pé
do que a cavalo" (1)
Fui andarilho na cidade de Portimão, à procura do Zeca. "Tinha-o" encontrado. Ainda tinha muito que andar até onde pernoitava, mas tinha valido a pena.
(1) - Poesia do Zeca - À sombra não que quito - 1959
Vou atravessando a cidade. Vejo o Mercado Municipal e pensava ser ali. Procuro nos muros recentemente caiados e nem vestígios de Zeca.
Continuo. Rua após rua, vão ficando para trás. Vejo a Câmara e nada. Mais quilómetros percorridos, o calor aperta e começo a ficar cansado e desanimado. Chego à zona ribeirinha. Atravessara a cidade de um extremo ao outro. Olho em redor e noto as torres de iluminação de um estádio de futebol. Vou até lá, seria a última tentativa.
Perto de um jardim, reformados vão jogando à malha. Aproximo para os ver. Olho para os muros circundantes... E ali estava o "Zeca".
Ao lado do rosto do Zeca, a letra de "Grândola, Vila Morena", com a particularidade de estar lá a primeira versão enviada a José da Conceição, que a leu publicamente na «Música Velha» na noite de 24 de Maio de 1964, acrescentada com a quadra que substituiu uma das quadras originais.
Deambulo por ali e reparo na placa toponímica encimada num prédio já um pouco distante do local do mural, Avenida Zeca Afonso.
"À sombra não me quito
À sombra não me calo
Antes andar a pé
do que a cavalo" (1)
Fui andarilho na cidade de Portimão, à procura do Zeca. "Tinha-o" encontrado. Ainda tinha muito que andar até onde pernoitava, mas tinha valido a pena.
(1) - Poesia do Zeca - À sombra não que quito - 1959
Subscrever:
Mensagens (Atom)
