sábado, 30 de abril de 2016
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Estreia da "Trova do Vento Que Passa"
Estreia da "Trova do Vento Que Passa" em 1964 na cantina do Hospital Stª Maria.
Com Rui Melo Pato, Adriano Correia de Oliveira, António Portugal e Zeca Afonso.
(estava também presente Manuel Alegre que não aparece nesta foto)
Foto cedida por Manuel Portugal (filho de António Portugal)
Com Rui Melo Pato, Adriano Correia de Oliveira, António Portugal e Zeca Afonso.
(estava também presente Manuel Alegre que não aparece nesta foto)
Foto cedida por Manuel Portugal (filho de António Portugal)
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Poesia do Zeca - EU SIRVO A LISURA
Eu sirvo a lisura
Do mito ao espaço
Entendidos são
Conformes medidos
Como entre actos digo
Eu sirvo a lisura
Eu, os meus amigos
Privados de fundos
Colmeias reatas
Pólos positivos
Adjectivos meros
Vamos congregar-nos
de José Afonso in "José Afonso Textos e Canções", Relógio D' Água Editores, pág. 137
Foto gentilmente cedida por José Santa-Bárbara
Colaboração de Anália Gomes
Do mito ao espaço
Entendidos são
Conformes medidos
Como entre actos digo
Eu sirvo a lisura
Eu, os meus amigos
Privados de fundos
Colmeias reatas
Pólos positivos
Adjectivos meros
Vamos congregar-nos
de José Afonso in "José Afonso Textos e Canções", Relógio D' Água Editores, pág. 137
Foto gentilmente cedida por José Santa-Bárbara
Colaboração de Anália Gomes
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Tuna Académica - 1958
Depois de uma digressão da Tuna Académica fez de norte a sul de Angola com milhares de quilómetros percorridos, o regresso a Lisboa no Paquete Pátria.
Segundo José Niza, foi aí que Zeca, durante a longa viagem, começou a engendrar coisas diferentes do fado de Coimbra.
"Vivíamos, no navio, ao contrário dos horários estabelecidos pela Companhia Colonial de Navegação: acordávamos às 4 da tarde para tomar o pequeno almoço às 5, isto é (...), almoçávamos à hora do jantar; e, daí para a frente, a noite era nossa.
Acresce, que deste pequeno grupo de notívagos, fazia parte - melhor, era a rainha - a Natália Correia, que conhecemos nesta viagem.
Sob o luar quente dos trópicos, íamos, à noite, para a ré do navio, com violas, vinho e poesia: O Zeca cantava; e a Natália - cabelos ao vento, deusa grega, nessa altura e sem exagero, uma das mulheres mais belas do planeta - dizia poemas.
A verdade é que, talvez por causa destas andanças, em 1960, o Zeca grava a "Balada do Outono". E, com isso, inaugura uma nova fase - a mais rica - da música popular portuguesa do séc. XX"
in José Afonso de José Niza - Movieplay Portuguesa, S.A.
Foto: José Nascimento
Tirada a bordo do paquete "Pátria", em 1958.
Da esquerda para a direita encontram-se na fotografia as seguintes pessoas: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Zeca Afonso), José Maria Baptista de Sousa Rafael, Natália Correia (Natália entrou no navio em Tanger quando regressava a Portugal), Helena Castro e David José Leandro Duarte Ribeiro.
Medley de algumas músicas de José Afonso pela banda...
Segundo José Niza, foi aí que Zeca, durante a longa viagem, começou a engendrar coisas diferentes do fado de Coimbra.
"Vivíamos, no navio, ao contrário dos horários estabelecidos pela Companhia Colonial de Navegação: acordávamos às 4 da tarde para tomar o pequeno almoço às 5, isto é (...), almoçávamos à hora do jantar; e, daí para a frente, a noite era nossa.
Acresce, que deste pequeno grupo de notívagos, fazia parte - melhor, era a rainha - a Natália Correia, que conhecemos nesta viagem.
Sob o luar quente dos trópicos, íamos, à noite, para a ré do navio, com violas, vinho e poesia: O Zeca cantava; e a Natália - cabelos ao vento, deusa grega, nessa altura e sem exagero, uma das mulheres mais belas do planeta - dizia poemas.
A verdade é que, talvez por causa destas andanças, em 1960, o Zeca grava a "Balada do Outono". E, com isso, inaugura uma nova fase - a mais rica - da música popular portuguesa do séc. XX"
in José Afonso de José Niza - Movieplay Portuguesa, S.A.
Foto: José Nascimento
Tirada a bordo do paquete "Pátria", em 1958.
Da esquerda para a direita encontram-se na fotografia as seguintes pessoas: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Zeca Afonso), José Maria Baptista de Sousa Rafael, Natália Correia (Natália entrou no navio em Tanger quando regressava a Portugal), Helena Castro e David José Leandro Duarte Ribeiro.
Medley de algumas músicas de José Afonso pela banda...
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Galiza a José Afonso - 31 de agosto de 1985
Apresentação do projeto "Galiza a José Afonso" a Zeca Afonso, que se realizou a 31 de agosto de 1985 no Parque de Castrelos - Vigo.
Nota-se a fragilidade do Zeca, auxiliado pelos amigos galegos e por Zélia, mas a frontalidade e a força do olhar, essa ninguém as pode olvidar.
Zeca... Sempre!
Instrumental - "Era Um Redondo Vocábulo" em saxofone
Vitorino canta "Mulher da Erva"
A finalizar, todos os cantores intervenientes cantaram Grândola, Vila Morena.
Estas fotos é desse momento.
Podemos reconhecer nelas; Carlos Salomé, José Mário Branco, Vitorino, Amélia Muge, elementos do conjunto galego "Fuxan os Ventos", Xico de Cariño, Serginho e João Lucas que se encontra entre a Amélia e o Serginho.
O vídeo
Nota-se a fragilidade do Zeca, auxiliado pelos amigos galegos e por Zélia, mas a frontalidade e a força do olhar, essa ninguém as pode olvidar.
Zeca... Sempre!
Instrumental - "Era Um Redondo Vocábulo" em saxofone
Vitorino canta "Mulher da Erva"
A finalizar, todos os cantores intervenientes cantaram Grândola, Vila Morena.
Estas fotos é desse momento.
Podemos reconhecer nelas; Carlos Salomé, José Mário Branco, Vitorino, Amélia Muge, elementos do conjunto galego "Fuxan os Ventos", Xico de Cariño, Serginho e João Lucas que se encontra entre a Amélia e o Serginho.
O vídeo
quarta-feira, 30 de março de 2016
TESTEMUNHOS DE UMA VIDA
Súmula do que foi o evento dedicado a Rui Pato em TESTEMUNHOS DE UMA VIDA, realizado na AJA NORTE a 5 de Dezembro de 2015.
Nestes cerca de trinta minutos, procurei realçar alguns aspetos desse evento mas, nesta versão resumida, muita coisa ficou por ser focada, já que a versão original tem cerca de 2h19'.
Fica o essencial e, mais uma vez, OBRIGADO RUI PATO e à AJA NORTE na pessoa do Paulo Esperança, pelos TESTEMUNHOS que por esse Núcleo tem passado.
Nestes cerca de trinta minutos, procurei realçar alguns aspetos desse evento mas, nesta versão resumida, muita coisa ficou por ser focada, já que a versão original tem cerca de 2h19'.
Fica o essencial e, mais uma vez, OBRIGADO RUI PATO e à AJA NORTE na pessoa do Paulo Esperança, pelos TESTEMUNHOS que por esse Núcleo tem passado.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Zeca em Coimbra - «Num mundo pequeno cresci»
Casa da tia Avrilete
Das águas-furtadas que se avistam da Avenida Dias da Silva, a janela sobreposta pertencia ao quarto do Zeca (112, número actual da porta de entrada). Desdobrava-se entre aquelas duas áreas superiores, o segundo andar e a mansarda - ligados - o pequeno mundo onde cresceu, com o seu espaço circundante e excêntrico igualmente pequeno, abrindo-se sobre a encosta. O verso é dele, algures num poema: «num mundo pequeno cresci.» * (1)
*Pardal Velho
Pardal velho
Morre à sede
Num mundo pequeno
cresci
Bolor no retrato
Cotão na parede
Por lá rompeu o bicho
(e o monturo)
Cheios de ofícios
E manjares miúdos
Não comemos aqui
Lagos, 1957
“Ele não era aquele mito que muitas pessoas fazem crer. Era uma pessoa normal, mas um pequeno génio que só aparece de 100 em 100 anos”, descrevendo-o como uma “uma pessoa de carne e osso igual a milhares de estudantes que passam por Coimbra, com as suas ideias, manias e sonhos”. Andar com um saco de comprimidos para dormir e outro de comprimidos para acordar, sair de casa sem uma meia calçada, com um sapato castanho e outro preto ou levar a saia preta da mulher pensando que era a capa de estudante, são algumas das “manias” de Zeca Afonso" (2)
(1) - "José Afonso - Um Olhar Fraterno" de João Afonso dos Santos
(2) - http://www.portaldaveiro.co.pt/imprimir_noticia.aspx?id=76547
Fotos de Anália Gomes - 23 de fevereiro de 2016
Das águas-furtadas que se avistam da Avenida Dias da Silva, a janela sobreposta pertencia ao quarto do Zeca (112, número actual da porta de entrada). Desdobrava-se entre aquelas duas áreas superiores, o segundo andar e a mansarda - ligados - o pequeno mundo onde cresceu, com o seu espaço circundante e excêntrico igualmente pequeno, abrindo-se sobre a encosta. O verso é dele, algures num poema: «num mundo pequeno cresci.» * (1)
*Pardal Velho
Pardal velho
Morre à sede
Num mundo pequeno
cresci
Bolor no retrato
Cotão na parede
Por lá rompeu o bicho
(e o monturo)
Cheios de ofícios
E manjares miúdos
Não comemos aqui
Lagos, 1957
“Ele não era aquele mito que muitas pessoas fazem crer. Era uma pessoa normal, mas um pequeno génio que só aparece de 100 em 100 anos”, descrevendo-o como uma “uma pessoa de carne e osso igual a milhares de estudantes que passam por Coimbra, com as suas ideias, manias e sonhos”. Andar com um saco de comprimidos para dormir e outro de comprimidos para acordar, sair de casa sem uma meia calçada, com um sapato castanho e outro preto ou levar a saia preta da mulher pensando que era a capa de estudante, são algumas das “manias” de Zeca Afonso" (2)
(1) - "José Afonso - Um Olhar Fraterno" de João Afonso dos Santos
(2) - http://www.portaldaveiro.co.pt/imprimir_noticia.aspx?id=76547
Fotos de Anália Gomes - 23 de fevereiro de 2016
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