segunda-feira, 17 de agosto de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
«Tive sempre uma paixão por Olhão»
"Eu vivi em Faro, mas tive sempre uma determinada aversão a Faro, porque em Faro dizia-se depreciativamente que «os de Olhão eram uns desgraçados» e que «em Olhão era porta sim, porta não» (...) Eu ia todas as semanas a Olhão, fazia quase o meu roteiro pessoal em Olhão... recordo-me que havia um colega meu que se encarregava de fornecer à PIDE dados sobre as minhas passeatas a Olhão, que eram puramente contemplativas. Infelizmente, eu não tinha actividade política nenhuma.
Andava pelas cabanitas, ia até ao cais e deambulava um pouco por todo o lado.
A canção de Olhão resulta do meu conhecimento pessoal de Olhão."
Fonte: "Livra-te do Medo" de José A. Salvador
Foto: Zeca Afonso (atrás de Francisco Fanhais) numa festa em Pechão - Olhão em 1977
Andava pelas cabanitas, ia até ao cais e deambulava um pouco por todo o lado.
A canção de Olhão resulta do meu conhecimento pessoal de Olhão."
Fonte: "Livra-te do Medo" de José A. Salvador
Foto: Zeca Afonso (atrás de Francisco Fanhais) numa festa em Pechão - Olhão em 1977
GALIZA A JOSÉ AFONSO
"O 10 de maio de 1972 José Afonso actuaba en Santiago de Compostela, como parte da súa primeira xira por terras galegas na que pasou tamén por Ourense e Lugo. No Burgo das Nacións, cantaba, por primeira vez en directo, a canción que dous anos despois, o 25 de Abril de 1974, convertíase en himno e consigna da Revolución dos Caraveis, "Grândola Vila Morena".
Jose "Zeca" Afonso foi todo un exemplo a seguir, facendo música de calidade con raíz na cultura da súa terra, e con contido comprometido coa realidade político-social da época.
A estreita relación que tivo con Galiza (que deu lugar a innumerabeis concertos) pode sentirse escoitando a súa interpretación musical do "Achégate a Min Maruxa".
O seu último recital no país foi en Vigo, en 1981."
Daqui:
http://www.ghastaspista.com/historia/gz-afonso.php
Zeca Afonso em Vigo com Janita Salomé, Júlio Pereira e Sérgio Mestre.
Fotos do arquivo de Júlio Pereira.
Jose "Zeca" Afonso foi todo un exemplo a seguir, facendo música de calidade con raíz na cultura da súa terra, e con contido comprometido coa realidade político-social da época.
A estreita relación que tivo con Galiza (que deu lugar a innumerabeis concertos) pode sentirse escoitando a súa interpretación musical do "Achégate a Min Maruxa".
O seu último recital no país foi en Vigo, en 1981."
Daqui:
http://www.ghastaspista.com/historia/gz-afonso.php
Zeca Afonso em Vigo com Janita Salomé, Júlio Pereira e Sérgio Mestre.
Fotos do arquivo de Júlio Pereira.
Zeca e o pai
«A marca do meu pai ficou profundamente impressa em mim e de uma maneira geral nos filhos (...) O meu pai era de um encanto excepcional a conversar. O meu pai não encarou muito bem a minha actividade de cantor. Queria um filho doutor. Formalmente teve, mas na prática deu-me para as cantigas... Mais tarde, e um pouco por influência do meu irmão que tem uma atitude de rigor semelhante ao meu pai, foi-me aceitando melhor quando descobriu que as canções eram contra o regime. Nem sempre tive uma boa relação com ele»
Um dia, o pai disse à irmã que gostava de ouvi-lo um bocadinho. Mas nunca ouviu...
Fonte: "Livra-te do Medo" de José A. Salvador
Em 1981 Zeca dedicou ao seu pai e a Edmundo Bettencourt, o álbum "Fados de Coimbra e Outras Canções".
O álbum completo
Um dia, o pai disse à irmã que gostava de ouvi-lo um bocadinho. Mas nunca ouviu...
Fonte: "Livra-te do Medo" de José A. Salvador
Em 1981 Zeca dedicou ao seu pai e a Edmundo Bettencourt, o álbum "Fados de Coimbra e Outras Canções".
O álbum completo
S. Francisco da Serra
A nove quilómetros de Santiago do Cacém e onze de Grândola. Um ponto minúsculo em qualquer mapa, um lugar cuja História morre habitualmente com os seus habitantes. O ponto tem um nome:
São Francisco da Serra (um refúgio de fim-de-semana pouco conhecido da vida do cantor). E foi aí que, durante algumas curtas temporadas, José Afonso escolheu refugiar-se. Lá, “numa casa isolada, chão de terra, praticamente sem condições algumas”.(...)
Zeca Afonso procurava o convívio com os populares, que mantinham por ele uma admiração da mesma altura que uma respeitosa distância. Por vezes, quando se deslocavam ao chafariz para recolher água, observavam-no a passear pelo montado, de olhar ausente, perdido em conjecturas, quem sabe a garimpar melodias. Depois, na taberna, as
gentes da terra sorviam cada uma das suas palavras com a devoção de quem ouvia um iluminado.
Hoje são muitos ainda que se lembram das noites de cantoria, "até às duas ou três da manhã", com "o Fanhais e o Fausto".
Daqui: http://visao.sapo.pt/jose-afonso-entre-os-outeirinhos-e-a-taberna-da-maria-um-lado-discreto-do-cantor=f524005
e daqui: http://img.rtp.pt/icm/antena1/docs/ef/ef1aea1df9376f5f4f619387aee7e2d6_bf9aaf0a3465d0849bbdb70e6d857293.pdf
São Francisco da Serra (um refúgio de fim-de-semana pouco conhecido da vida do cantor). E foi aí que, durante algumas curtas temporadas, José Afonso escolheu refugiar-se. Lá, “numa casa isolada, chão de terra, praticamente sem condições algumas”.(...)
Zeca Afonso procurava o convívio com os populares, que mantinham por ele uma admiração da mesma altura que uma respeitosa distância. Por vezes, quando se deslocavam ao chafariz para recolher água, observavam-no a passear pelo montado, de olhar ausente, perdido em conjecturas, quem sabe a garimpar melodias. Depois, na taberna, as
gentes da terra sorviam cada uma das suas palavras com a devoção de quem ouvia um iluminado.
Hoje são muitos ainda que se lembram das noites de cantoria, "até às duas ou três da manhã", com "o Fanhais e o Fausto".
Daqui: http://visao.sapo.pt/jose-afonso-entre-os-outeirinhos-e-a-taberna-da-maria-um-lado-discreto-do-cantor=f524005
e daqui: http://img.rtp.pt/icm/antena1/docs/ef/ef1aea1df9376f5f4f619387aee7e2d6_bf9aaf0a3465d0849bbdb70e6d857293.pdf
domingo, 2 de agosto de 2015
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